Em seu primeiro mês de governo, a presidente Dilma Rousseff conseguiu imprimir pelo menos uma diferença em relação ao padrinho político Lula, além do estilo mais técnico e reservado: a nomeação de mulheres no segundo escalão da administração federal cresceu 75%.
Para chegar ao índice, a Folha fez um levantamento considerando todas as nomeações publicadas em “Diário Oficial” desde 1º de janeiro para cargos de chefia e direção de autarquias e estatais e para os DAS (cargos comissionados) níveis 5 e 6 na administração federal.
Até 4 de fevereiro de 2003, o ex-presidente Lula ou seu então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, assinaram apenas 44 nomeações de mulheres para esses cargos, num universo de 271 atos publicados em “Diário Oficial”.
A participação feminina representava, portanto, 16,2% do total.
Com Dilma, o número de mulheres nomeadas no mesmo período é de 68, mas num total menor de nomeações (240).
Ou seja, 28,3% das nomeações de Dilma para o segundo escalão do governo é de mulheres.
META
Durante o governo de transição, a presidente tinha estipulado informalmente uma cota feminina para a formação de seu ministério.
Pelo plano inicial de Dilma, um terço das 37 pastas do governo deveriam ser chefiadas por mulheres.
Em termos numéricos, o boom na proporção feminina no novo governo é puxado pelas nomeações para o gabinete pessoal da presidente.
São nove mulheres já nomeadas por Dilma como suas auxiliares diretas, em cargos de assessoramento DAS 5 e 6.
Ao todo, as nomeações de mulheres já atingiram 25 dos 37 ministérios do governo Dilma Rousseff.
No primeiro mês do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, foram 18 as pastas contempladas com participação feminina.
MINAS E ENERGIA
Apesar do aumento no número de mulheres no segundo escalão do governo, um dado curioso é que, no Ministério de Minas e Energia, pasta sobre a qual a presidente detém maior influência técnica, não houve nomeação de nenhuma mulher em cargos de peso neste primeiro mês de governo.
A pasta, comandada por Edison Lobão (PMDB-MA), mantém cinco mulheres num total de 42 altos cargos no ministério –11% do total.

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