Antes que venha o senhor ou a senhora mais exaltada já demonstro de antemão o título em fotos e vídeo:

Crédito {{não acredite em mim}}
Como alguns de vocês devem saber eu sou um pobre estudante do curso de letras {{cujo estado você pode ver no vídeo acima}} e tenho aula às 21hs de segunda-feira. Pois eis que ao chegar corri para sala de aula, para verificar se a professora me autorizava assistir a aula no 1º horário, que se inicia às 19h30.
Qual não é a minha surpresa quando encontro este aviso nada comum fixado à porta da bagaça {{é, eu ia dizer sala de aula mas…}}:

Comunicado Urgente da diretoria: Tendo em vista as precaríssimas condições de limpeza que comprometem a garantia da qualidade de higiene, as aulas estão suspensas no dia de hoje, 11 de abril, nos períodos da tarde e noite.

Eu até fotografei, mas aparentemente sofro de mal de Parkinson  :

{{Põe o óculos, Zé}}
Bobo que sou, resolvi ler os cartazes cor de merda pele que estavam ali fixados, um tanto parciais, é verdade:

A USP que se volta para os empresários e dá as costas para os trabalhadores, deixando os terceirizados sem salários

Antes que eu me revolte {{tenho certa pinimba com a LER-QI, talvez seja excesso de capital no bolso, dirão eles}}vejamos o que dizia o cartaz e o panfleto distribuído pelo tão aclamado CAELL {{vulgo CA}}:

Sim, a fulana aí tava pedindo desculpas…

Vou colocar aqui o panfleto e aqueles que tiverem saco estômago paciência, enfim,  aqueles que quiserem ler é só clicar que a bagaça aumenta {{EPA! Duplo sentido por tua conta e risco}}:

 

As aulas da FFLCH e da LEtras, por consequência, foram suspensas dvido às péssimas condições de higiene apresentadas pelos prédios da faculdade. Quando chegamos ao prédio da Letras nessa segunda-feira, 11/04, nos deparamos com corredores e banheiros sujos e avisos a respeito da greve dos funcionários tereceirizados responsáveis pela limpeza. Tal medida é visível e está gerando discussões entre os estudantes , e é por isso que o CAELL, gestão Uma flor nasceu na Rua!, por meio desta nota, se propõe a discutir o ocorrido (…) 

os trabalhadores não receberam os salários de abril, que deveriam ter caído no último dia 6. Revoltados com o atraso no recebimento do salário, os funcionários paralisaram suas atividades no último dia 8, em um ato legítimo de luta pelos direitos da categoria. A resposta da reitoria foi de que o pagamento teria sido feito à empresa e esta não o teria repassado aos trabalhadores. Entretanto, uma nova empresa já foi contratada para prestar serviços à Universidade, uma forma mais branda de dizer que os trabalhadores que se manifestaram foram sumariamente demitidos..

A USP, por outro lado diz que:

Em primeiro lugar gostaria de deixar meu lado capitalista e realista falar por mim. Depois direi o que acho que deveria de fato ter ocorrido e vossas senhorias concluam o que bem quiserem.

É simplesmente ridículo dizer que a USP é responsável pelo atraso no pagamento dos salários uma vez que a universidade depositou o dinheiro para a empresa terceirizada. Ou seja, por mais que o Centro Acadêmico e a o pessoalzinho da Quarta Internacional {{Oi?! Ah, sim, LER-QI}}considerem que os trabalhadores estão certos {{eu também acho}} é no mínimo infantil acusar a universidade como causa da greve.

Alguns alunos {{não ponho minha mão no fogo, mas também não duvido, visto o estado em que a universidade ficou…}} me disseram ter visto, pela manhã, os funcionários grevistas jogarem o lixo pelos corredores, fato que, caso tenha mesmo ocorrido, tira totalmente o foco e a razão da luta política.

Isto dito, é preciso pensar nessa questão da terceirização {{ou privatiização?!}}. A desculpa preferida de 100 entre 100 tucanos {{existem 100 tucanos ainda?}} é que a universidade não tem condições de administrar e o repasse da responsabilidade da limpeza a uma empresa garante a qualidade.

Tá, já pode rir.

Como vimos a terceirização é apenas um repasse na responsabilidade e não garante absolutamente nada. Ao contrário, traz problemas difíceis de serem resolvidos. Por exemplo: é justo que a USP contrate outra empresa terceirizada, posto que a atual está obviamente com problemas administrativos {{sim, isso se chama eufemismo}}? É, é justo. Mas é justo que os trabalhadores sejam todos demitidos, posto que a empresa em questão não terá {{teve algum dia?!}} verba para manter o número X de funcionários {{onde X é igual aos trabalhadores que estão ‘apenas’ na USP}}? Não, não é justo.

Qual a responsabilidade da USP na questão?!

São perguntas que não ouso responder, mas posso facilmente concluir que não existiriam caso a universidade cumprisse com a sua responsabilidade de LIMPAR A PRÓPRIA INSTITUIÇÃO. Na atual situação a USP não tem sequer autonomia para discutir a volta ao trabalho com os empregados, posto que não tem como repassar dinheiro algum a eles.

Mal ou bem, cada vez que o SINTUSP  entra em greve ou faz paralisação {{uma vez a cada dois anos, no máximo, pode conferir}} a universidade senta e discute com os trabalhadores, que ao final sempre acabam ganhando uma merreca de aumento, mas continuam empregados {{sim, exceto aqueles que invadem a reitoria, mas essa é ainda outra questão}}.

Concluo lamentando a falta de preparo de um Centro Acadêmico que para mobilizar escreve um panfleto que exagera e desinforma e, justamente por conta do exagero e desinformação, desagrega ao invés de agregar.

Atualização:
A empresa alega que:

empresa declara que há quatro meses não recebe o pagamento integral pelos serviços (pagam 70%). Segundo Fabiana Souza, da Limpadora União, a prestadora de serviços obteve liminar em 17 de março para o recebimento do valor integral pelos serviços prestados. {{não acredite em mim}}

Ainda assim deveria pagar seus funcionários. A responsabilidade, afinal, é dela. Pegue empréstimo, faça dívidas, como estão fazendo os funcionários…

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É curioso o bastante para falar sobre qualquer assunto e inteligente o bastante para saber que quase sempre estará errado.