A poeira começa a abaixar, mas a discussão está bem longe do final. Por que raios é tão importante discutir a PM no Campus?!

Quando este blog, em Maio deste ano, discutiu a questão, demonstrou com clareza alguns dados oficiais a respeito de furtos e roubos na USP {{não acredite em mim}}.

Em 5 meses de 2011 havia sido contabilizados:

  • 18 roubos
  • 5 tentativas de furto
  • 3 tentativas de roubo

Os dados podem ser conferidos no link acima. Só para que possamos fazer uma comparação bastante simples, o bairro da Santa Efigênia contabilizava, em abril deste ano, 8 roubos por dia. Ou seja, há mais roubos diários em 1 bairro da cidade que em todo o campus universitário {{não acredite em mim}}.

 

Não é, portanto, a violência o motivo pelo qual o reitor faz tanta questão da PM. E por que não a PM?!

O argumento mais usado é o óbvio, despolitizado e preconceituoso: os alunos querem fumar maconha.

A começar do óbvio, fica uma pergunta: a USP tem o vestibular mais concorrido do país e é cotada como uma das universidades mais importantes da América Latina com todos os alunos {{ou a maioria deles}} fumando maconha?!

Não, senhoras e senhores, não estou dizendo que não há usuários de maconha {{ou de haxixe, cocaína, lança perfumes, ecstasy, etc.}} na USP. Estou apenas alertando para o ridiculamente óbvio: a minoria usa.

Ainda que o problema fossem as drogas, vejamos o que diz a lei:

Descriminalizar significa retirar de algumas condutas o caráter de criminosas. O fato descrito na lei penal deixa de ser crime.

{{não acredite em mim}}

Basicamente é o mesmo que dizer: usuário de drogas é problema de saúde pública, não de cadeia. Portanto, não é caso de polícia.

Mas vamos ignorar toda a argumentação legal e partir do princípio de que a ONU tem alguma importância para a humanidade:

La libertad académica y la autonomía universitaria seconsideran condicion es previas
para el cumplimiento de estas y otras funciones que  la sociead encomienda a la
universidad.

{{não acredite em mim – UNESCO pdf}}

Quando falamos de Autonomia Universitária, não estamos falando de algo irreal, maluco. Não é coisa de maconheiro da FFLCH, como podemos ver na Unesco.

La Autonomía Universitaria y la Libertad de Cátedra son dos derechos inherentes a la valoración de la propiedad intelectual en el ámbito de las universidades por lo que su consideración jurídica debe ir aparejada al examinar la regulación de la propiedad intelectual de las obras que producen las instituciones de educación superior universitaria

{{não acredite em mim}}

Autonomia Universitária é basicamente entender que a Universidade vai produzir conhecimento independente de motivações governamentais. Quer dizer que os alunos e professores e pós-graduandos tem o direito dever de tocar seus estudos baseados em motivos que não os do governador {{no caso da USP, do Presidente no caso das Federais e assim por diante}}.

Isso traz também algumas cobranças, tais como algumas perguntas… Uma delas: Porque a USP é incapaz de resolver seus próprios problemas com um orçamento de R$2,86 BILHÕES {{estou falando de 2009, em 2011 passou a casa dos 3 bilhões… – não acredite em mim}} ??

E o que pedem os alunos?! Mais circulares, mais iluminação e maior abertura da universidade às comunidades durante os fins de semana. Será que TRÊS BILHÕES não conseguem resolver essas questões?!

Conseguem. E qual a tese, Caipira safado?! A tese, coleguinha, é que o reitor não faz parte da lógica da Autonomia Universitária.

Rodas, reitor da USP, não foi o mais votado pela comunidade uspiana. Ao contrário, ficou em segundo {{chupa, Rubinho Barrichello}}. Foi colocado ali pela vontade do ex-governador José Erra {{atualmente aposentado}}. Uma greve atrapalha o governador {{politicamente}}, uma invasão de reitoria atrapalha ainda mais.

E quantos estudantes resolvem levar a greve a sério, quando a tropa de choque está na esquina, batendo o cassetete no escudo?!

Mas, mudando um pouco de ares, qual a função da filosofia?!

Φιλοσοφία {{em grego}} ou filosofia, significa ao pé-da-letra amor pela sabedoria

Mas não na USP. Na USP, terra de maconheiros, filosofia significa:

{{não acredite em mim}}

Significa que o professor prefere bajular o reitor a exercer sua função.

{{não acredite em mim}}

E que os alunos manjam mais da matéria que o professor…

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É curioso o bastante para falar sobre qualquer assunto e inteligente o bastante para saber que quase sempre estará errado.