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Quando comecei a escrever a série de posts sobre a Petrobras comecei a receber uma série de questionamentos. Nada de novo, todo post que contraria a mídia normalmente atrai uma série de pessoas indignadas, o que é bom. O que não é novo, mas tem crescido numa média impressionante, é o número de pessoas que simplesmente se recusam a aceitar qualquer argumento. Qual a origem disso? E que resultados são possíveis a partir daí ?

Editorial: O Neofascismo virtual

{{Crédito da foto: Hanna Lerski }}

Outro dia estava lendo o post do amigo Arnobio Rocha, sobre o que ele chamou de Os Zumbis das Redes Sociais . Mas que já foi chamado de Trolls, Coxinhas e Chorume no mundo virtual.

Isso sempre existiu. Assim como o que já foi chamado de Haters {{com seu famoso slogan: Haters gonna Hate – numa tradução caipirística: odiadores vão odiar ou numa tradução mais cool Irados vão odiar ou numa tradução… Ah, vocês entenderam.}}.



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O povo que entra no blog pra xingar, esses eu ignoro e não me preocupam. Mas me preocupa muito um movimento que tenho visto no mundo offline e também nos CaraLivros Facebooks e tuintos da vida online.

É o povo que chamo de “Achista Radical”. Funciona assim: O sujeito nunca leu sobre o assunto mais do que a manchete de um jornaleco, mais do que meia dúzia de memes. Mas como ele acha que é isso mesmo, tanto faz o mundo real.

Daí você mostra dados reais e o que o sujeito faz? Diz que são manipulados pelo governo. É uma tática antiga, você tira o crédito de tudo, em prol daquilo que você acredita. E deste modo fecham-se os canais de diálogo.

Isso não é novo. Na verdade, já na guerra fria o Macartismo utilizava desta tática. Macartismo, para você que por ventura não saiba, foi a perseguição iniciada por Joseph Raymond McCarthy aos comunistas na Guerra Fria.

Guerra Fria para quem não sabe {{se você já sabe não tem problema, não precisa me xingar, há quem não saiba, é preciso informar…Viu?! Um poeminha!}} foi aquele momento da história quando acabou a II Guerra Mundial e o mundo se dividiu entre comunistas e nazistas, ops ato falho capitalistas.

Uma das principais características do Macartismo era a ausência do diálogo. Você é comunista logo nada do que você fala presta. Ou você é capitalista e nada do que você fala presta.

Antes disso o mundo já havia vivido o Fascismo. A lógica é exatamente a mesma.

Correspondendo a esta característica, os discursos nos comícios nacional-socialistas distinguiam-se pela habilidade em manejar as emoções dos indivíduos nas massas e de evitar ao máximo uma argumentação objetiva.

Hitler acentuou em várias passagens da sua obra Mein Kampf que a tática certa, em psicologia de massas, consistia em prescindir da argumentação, apontando às massas apenas o “grandioso objetivo final”.

A natureza do objetivo final depois da subida ao poder ficou clara no caso do fascismo italiano.

{{não acredite em mim – Wilhelm Reich in Psicologia de Massas do Fascismo – PDF}}

E ele cita justamente nosso amigo bigodin:

“…o estado de espírito do povo sempre foi uma simples descarga daquilo que se foi incutindo na opinião pública a partir de cima”
(Hitler in Mein Kampf, p. 128).

Eu sei, conheço a Lei de Godwin, mas não estou chamando ninguém de nazista. Estou apenas exemplificando o resultado prático deste tipo de discussão apolítica. Enquanto o CQC e a mídia como um todo difunde a ideia de que todo político é safado / corrupto. Mesmo nos casos em quê o ódio não é direcionado exclusivamente aos petralhas ou aos coxinhas, estamos caminhando em direção a um abismo conhecido.

E vamos dormir com este barulho.

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