A CLT e a Reforma Trabalhistas são os reais problemas do país. A Reforma Trabalhista veio para salvar a nação e os empresários, uns fofos, estão pensando no bem coletivo ao diminuírem os salários dos trabalhadores. Com a conquista dos direitos trabalhistas o país seguiu um caminho sem volta para o caos e desespero absoluto.

Parece absurdo? Esta é a opinião de Ives Gandra Martins, Presidente do Tribunal Superior de Trabalho, em teoria um sujeito que deveria prezar pelos direitos dos trabalhadores, a corda mais fraca nas relações empregatícias. Confira a entrevista e, claro, nossa tradução.

Reforma Trabalhista e CLT: o fim do seu salário é a saída da crise

{{não acredite em mim – Folha}}

Ives Gandra começa a entrevista mostrando a que veio:

Folha – A reforma entra em vigor dia 11. Quais as principais mudanças no curto prazo?

Ives Gandra – A espinha dorsal da reforma foi o prestígio à negociação coletiva. É importante porque quebra a rigidez da legislação. Tem a possibilidade de, em crise econômica, trocar um direito por outra vantagem. Por exemplo, um reajuste salarial menor, mas com uma vantagem compensatória: eu garanto por um ano seu emprego ou vou te dar um reajuste do auxílio-alimentação superior à inflação.

Entendeu? Vamos explicar: a reforma trabalhista é boa porque te permite escolher se quer um reajuste no vale alimentação ou se quer seu emprego. Não te parece bom? Não? É porque você não é o dono da empresa, né amiguxo?

Mais adiante Ives Gandra afirma que a crise é resultado da CLT e que a Reforma Trabalhista será a responsável por aumentar os empregos no país. Segundo ele: “Se você passa 50 anos crescendo salário e direito, termina ganhando R$ 50 mil por jornada de cinco horas. Não há empresa ou país que suporte“. Agora pensa comigo.

A Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT – nasce com Getúlio Vargas em 1943. O que isso significa que em 2017 ela fez 74 anos. Então você pode imaginar que boa parte do país ganhava 50 mil reais por uma jornada de 5 horas, né? Eu mesmo to indo levar essa entrevista até a sala dos chefes para pedir uma equiparação salarial…

Ao ser perguntado se a reforma foi boa para os trabalhadores, Ives Gandra diz que sim, claro. Chega a afirmar que inclusive a reforma criou direitos. Quais?

Criou direitos? “Para os terceirizados não precarizou condições”.  Agora a pergunta que não quer calar: Alguém vai flexibilizar os direitos dos magistrados?

Compatilhar
Share
É curioso o bastante para falar sobre qualquer assunto e inteligente o bastante para saber que quase sempre estará errado.