Já comentei uma vez sobre o Ficha Limpa e a histeria da imprenÇa desesperada, mas hoje pretendo falar um pouco sobre o que penso do projeto. Provavelmente não vai te agradar, já adianto que não sou tão favorável assim à lei…

Antes de qualquer coisa é preciso dizer que considero esta histeria da imprenÇa uma coisa completamente sem sentido, ou melhor, com sentido torpe/torto.

Mas como, Caipira, você pode considerar uma lei tão boa, tão bem feita, praticamente uma luz no fim do túnel desta política suja e corrupta, uma coisa ruim?Primeiro é preciso dizer porque considero torpes os motivos pelos quais a imprenÇa considera o projeto Ficha Limpa uma coisa boa.

Quem conhece o blog já de algum tempo não tem a menor dúvida de que eu desconfio sempre do que chama de grande mídia {{não consigo dizer PIG…}}. Isso porque, como disse o presidente em entrevista ao portal Terra {{não acredite em mim}} a imprenÇa neste país esta nas mãos de 8 ou 9 famílias {{Marinho, Mesquita, Frias e Saad já dominam, por exemplo Globo, CBN e afiliados pelo Brasil; Estado de São Paulo, entre outros; Folha de São Paulo, Jornal da Tarde entre outros; rede Bandeirantes de TV e rádio, jornal Metro, entre outros}} e fosse a minha família eu também faria de tudo para não largar o osso.

Tá, mas e o Ficha Limpa com isso? Vejamos…

Qual a imagem mais difundida a respeito dos políticos? Se você pensou no lema do Tiririca acertou! Aí pergunto aos senhores e às respeitáveis senhoras: A quem interessa difundir que todo político é corrupto? A resposta, diria um certo senhor inglês, é elementar meus caros: serve a quem está no poder.

A histeria por uma lei que barra políticos com a ‘ficha suja’ se justifica apenas quando você esquece de olhar o plano geral e apega-se a detalhes como Roriz e Maluf {{e agora o histérico é você que me questiona como raios posso chamar Roriz e Maluf de detalhes}}. Ora senhoras {{e senhores}} a questão é muito simples. Ou talvez nem tanto.

 

Iniciando modo Lula de retórica

 

A questão que coloco aqui é: Você considera Montesquieu {{aquele tiozinho que separou a bagaça em três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário}} um cara ingênuo? Eu não. Eu considero que ele verificou a hipótese de haver corrupção entre os seres humanos, e criou um sistema que funciona apesar dela.

 

 

Fim do modo Lula de retórica

 

Olhando por este ponto de vista já é possível entender que um sujeito como eu considere Roriz e Maluf um detalhe da política. Mas a questão do Ficha Limpa comigo {{é o ego outra vez}} não são os seres que já foram condenados, mas o que renunciaram antes disso.

Caipira burro, dirá você {{se me permite tal intimidade}}, o cara sempre renuncia para não ser cassado, logo dá na mesma. Nananinanão! A lei não pode ter este tipo de presunção, não pode considerar que um sujeito renunciou {{repare no tempo verbal, será importante para a explicação adiante}} porque iria ser condenado.

 

Ou seja, estou dizendo que considero injusto que a lei esteja valendo para seres que renunciaram já. Acho que seria justo para os que renunciarem sabendo da existência da lei. Por uma questão nem tão simples.

Quando um político entra para uma CPI começa a perder o que tem de mais valioso, sua imagem pública. Não são poucas as vezes em que uma CPI sai do papel apenas para manchar a imagem pública de um adversário. Ainda que seja honesto {{faz uma forcinha vai…}} provavelmente o político {{num cenário sem Ficha Limpa}} vai preferir renunciar a ficar sangrando e ser inocentado ao final. É menos desgastante assim.

 

k) o Presidente da República, o Governador de Estado e do Distrito Federal, o Prefeito, os membros do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas, da Câmara Legislativa, das Câmaras Municipais, que renunciarem a seus mandatos desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município, para as eleições que se realizarem durante o período remanescente do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 (oito) anos subsequentes ao término da legislatura;

 

{{não acredite em mim – o grifo é por minha conta}}