Polvilhos e polvilhas,

Primeiro peço mil perdões por decepcioná-los, mas o que direi de agora por diante é uma novidade surpreendente, algo inesperado, daquelas coisas que, de fato, deixam qualquer um de boca aberta ou qualquer outra expressão que você deseje utilizar…

Dilma Rousseff não é um poste.

Incrível, não é mesmo?! A elocução {{desculpa, uso estas palavras para excluir trolls e outros seres incapazes de um dicionário}} era para ver se o eleitor deixava de votar na Dilma por não gostar do Lula. Mais um erro crasso do nosso querido Erra.

 

Mesmo depois de eleita as insinuações continuavam {{peço desculpas mais uma vez, mas terei que expor manchetes indignas…}}:
{{não acredite em mim}}

 

{{não acredite em mim}}

 

{{não acredite em mim}}

 

{{não acredite em mim}}

Mas {{a vida surpreende, não é mesmo?!}} Dilma não gostou da idéia e agora faz tudo para mostrar que  a tese está errada.

Peguemos como exemplo os caças franceses. O que antes estava decidido, Dilma resolveu {{por puro capricho e vontade de provar que não é poste, com toda certeza}} adiar a decisão e ainda disse aos americanos {{porcos capitalistas!}} que aceitaria rever o veto aos caças se o congresso por lá assinar uma carta e topar, em contrato, a transferência total de tecnologia como bem toparam os franceses.

Os milicos brasileiros bem que preferem os caças americanos. A transferência de tecnologia é importante não apenas para o desenvolvimento de soluções tupiniquins mas também economicamente falando. Recentemente o Brasil foi impedido de vender caças aos venezuelanos {{daquele ditador que o PT quer imitar, ao propor censura}} porque um componente do radar dos tais caças {{cujo nome, apropriado à guerra, é Tucano}}era de tecnologia americana e o congresso por lá vetou. Prejuízo? Veja você mesmo:

Quatro anos depois de ter bloqueado a venda de aviões Super Tucano, da Embraer, para a Venezuela, o governo dos Estados Unidos concluiu que a transação com o grande desafeto do governo americano na América do Sul não significaria um apoio político do Brasil ao regime de Hugo Chávez.

{{não acredite em mim}}

O embate ideológico que opõe os Estados Unidos à Venezuela pode gerar um prejuízo expressivo ao interesse comercial brasileiro. Sob o argumento de que os aparelhos contêm tecnologia norte-americana, o governo do presidente George W. Bush cria dificuldades para a venda de 36 aviões de defesa da Embraer ao país de Hugo Chávez, negócio de US$ 500 milhões

{{não acredite em mim}}

Ao contrário do título da matéria da folha {{a 2ª citada}} não é um veto sem razões. A razão é óbvia, transparente e retilínea, mas enfim, a questão é outra…

Dilma não apenas reverteu uma situação já mostrada como agora dá sinais de que tem opinião própria sobre os atentados terroristas feitos à época da ditadura {{falo, energúmeno, do DOI-CODI}}, um verdadeiro absurdo.

Eu leio a Veja, votei em Dilma e quero meu poste de volta!!
Compatilhar
Share

É curioso o bastante para falar sobre qualquer assunto e inteligente o bastante para saber que quase sempre estará errado.

  • Nunca li – contemplei – algo táo surpreendemente inovador. Amei o slogan Náo acredite em mim.
    E Dilma, se for um poste, é um poste muito especial, daqueles que se movem com extrema graça
    sabendo exatamente para onde ir e vir.
    Confio neste poste, votei nele.

  • Poste ir e vir?! Que se movem?! Graça tem mesmo! Tá certo. Tu o dissese. Votou nele. É coerente.

  • Haha, também achei muito bacana o slogan: “não acredite em mim”, bem criativo! Parabéns!
    Agora, quanto à Dilma ser um poste, concordo em termos. Mas acho que isso pode ser até bom, por assim dizer, pois trata-se da garantia de que o Lula ainda está de olhos no nosso governo. Não gosto do PT, mas o Lula foi, ao meu ver, um dos melhores presidentes que este país já teve.