Não, senhoras e senhores, não se trata de um pleonasmo. Ou melhor, segundo o Noblat, não se trata de pleonasmo. Sim, porque ele fez questão de escrever sua coluna sob o título {{asqueroso}} de “O fascismo do bem”.

A amizade é uma dádiva…

 

Como provavelmente algumas bestas quadradas {{não, não falo com você leitor, estou falando com aquele outro ali }} irão ler este post, já adianto que sei qual foi a intenção do blogueiro limpinho e muito bem pago, Ricardo Noblat.
Queria ele dizer que os que alegam ser do bem estavam sendo tão fascistas quanto aquele a quem acusavam de fascismo.

Linchar Bolsonaro é fácil. Ele é um símbolo, uma síntese do mal e do feio. É um Judas para ser malhado. Difícil é, discordando radicalmente de cada palavra dele, defender seu direito de pensar e de dizer as maiores barbaridades. {{não acredite em mim}}

Em primeiro lugar a frase, independente daquilo que o autor dela quis dizer, é de uma total falta de senso. Primeiro pelo trocadilho mal feito, mal colocado, mal explicado. Depois porque chamar aqueles que criticaram Bolsonaro de fascistas é simplesmente ridículo.

É como dizer que é contra qualquer tipo de agressão mas que acha um absurdo prender o agressor. Ou então dizer que não tem nada contra gays ‘mas eles lá e eu cá’. Ou seja, hipocrisia pura e simples.

 

Ninguém, são e sadio, pensa e escreve o que você escreveu:

Porque se o direito de ser contra for negado a Bolsonaro hoje, o direito de ser a favor pode ser negado a mim amanhã de acordo com a ideologia dos que estiverem no poder.

Não, Noblat, está errado. Eu te explico, e se for o caso, algum leitor desenha a você.

As leis existem para pautar as regras independente de quem estiver com o poder.

Talvez não seja crime dizer que está certo roubar. Mas associar negros e/ou gays com promiscuidade é incitar a discriminação. Defender o direito a isso é cometer o mesmo crime.

Eu diria ao blogueiro riquinho limpinho que não, não é difícil defender seu direito de pensar e de dizer as maiores barbaridades. Na verdade é crime dizer as barbaridades. E como o blogueiro mais pegador do jornal “O Globo” {{ei, foi o Caetano que disse: Ricardo Noblat correr em auxílio de Mônica Bergamo, sua íntima parceira extracurricular de longa data” – não acredite em mim}} parece ter se esquecido eu faço questão de lembrar:

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
Portanto, caro Noblat, pensar as besteiras que seu nobre amigo e colega pensou não é, da fato, crime nenhum. Mas, abrir a boca para falar as besteiras que pensou constitui crime cuja pena é reclusão de um a três anos E multa {{tem gente que funciona melhor pelo bolso, é bom ressaltar}}.
O teu amigo, Bolsanaro, tem imunidade parlamentar, como ele bem sabe.
O senhorito não.
Seria bom, talvez, uma outra postagem, justificando a justificativa, ressaltando que você também acha um absurdo, que apenas quis ponderar, mostrar o outro lado… Ou então assuma logo e diz:

Se o CQC pode colocar o cara para falar porque é que eu não posso defendê-lo?! Estamos todos atrás do dinheiro, afinal.

Está claro para todos os envolvidos que você não pensa como ele. Você não acha que ser gay ou negro é fruto de promiscuidade, ou pensa?

Não é o que você está pensando, ele pode explicar…

Vale tudo para conseguir um pouquinho que seja de audiência?! Vejamos a quem poderia agredir sua coluna…

Bacana saber que você faz parte disso tudo, né Noblat?! Parabéns!
Compatilhar
Share

É curioso o bastante para falar sobre qualquer assunto e inteligente o bastante para saber que quase sempre estará errado.

  • easg

    Posso corrigir sua comparação?

    “Sou contra a agressão, e sou contra a agressão aos agressores também.”

    Gostei de ver você defender seu ponto de vista, mas seja menos agressivo. Não encare os que não concordam com você como inimigos. Se você está certo, vai vencê-los com seus argumentos, sem agressividade, sem ter que acusá-lo e etc.