O CQC, crítico político, tem feito inúmeras piadas machistas e de gosto duvidoso {{ao menos seus integrantes têm}}. Mas faz parte da política a auto-crítica?! Aparentemente não…

Crédito: não acredite em mim
Quando rolou o tal churrascão da #gentediferenciada e o CQC foi até lá cobrir, muita gente começou gritos, em coro, de “Fora CQC, não precisamos de vocês”. O vídeo pode ser visto no post do #TeiaLivre {{não acredite em mim}}. 

A matérias que foi ao ar, claro, não tocou no assunto, sequer cogitou mostrar. Mostrou-se uma edição onde o repórter foi brincalhão alegre, etc.

Até aí não vejo nenhum problema.

No entanto, algumas críticas {{pertinentes, no meu modo de pensar}} tem sido feitas com relações às piadas dos integrantes do programa. Já discuti aqui a questão do politicamente correto no humor, não sou chato nem acho que piadas precisam ser educadas, como pode ser lido no tal artigo. Mas daí a dizer que estupradores devem ser abraçados…


Quem disse isso foi Rafinha Bastos em seu ‘show de humor’ {{publicado na Revista Rolling Stones, tá tudo lá, no post que linkei acima sobre o humor}}. Nenhum pedido de desculpas ou mesmo explicação foi dada. Simplesmente ignorou-se a opinião pública {{revogam-se as disposições em contrário?!}}.

Pois eis que no último sábado ocorreu a “Marcha das Vadias” {{com intuito de criticar o machismo que culpa a mini-saia pelos estupros, leia mais no #TeiaLivre -> não acredite em mim}}. A marcha, como era de se esperar fez duras críticas ao machismo {{no que tem total razão, diga-se}}. Você pode concordar ou não com as críticas feitas {{sugiro que concorde}} ao CQC e ao programa, mas não pode ignorar o fato do alvo ter sido o próprio CQC:

Crédito: Matheus Chiaratti roubado do blog da  @Vleonel – não acredite em mim
O crítico CQC, o político CQC, simplesmente ignorou a passeata ocorrida no último sábado. O programa não tocou no assunto como se fosse possível ignorar que todos os cartazes da marcha foram colados na porta do clube de comédia de dois dos seus integrantes.
Há ainda uma denúncia do blog “Escreva Lola Escreva” {{não acredite em mim}} dizendo que Marcelo Tas quer processar a blogueira por conta das críticas feitas por ela a uma recente piada {{machista}} sobre o mamaço, evento de solidariedade a uma mãe que foi convidada a se retirar do Itaú Cultural por dar de mamar a seu filho, em público. 

Política, em seu sentido pleno, envolve muito mais do que partidos. Envolve cidadania, envolve direito a críticas e envolve auto-crítica. Como se vê o CQC é um programa de humor, apolítico e voltado apenas para seu próprio umbigo. Mas, afinal, hoje em dia, quem se pode culpar por isso?

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É curioso o bastante para falar sobre qualquer assunto e inteligente o bastante para saber que quase sempre estará errado.