Depois de José Erra, agora foi a vez de Fernando Henrique Cardoso {{FHC para os íntimos}}lançar um site. Ok, ok {{já diria o nobre jornalista Nelson Rubens}} não foi exatamente o próprio FHC {{não, não sou íntimo, apenas folgado}} quem lançou o tal site, mas o instituto que leva o mesmo nome…

E ao entrar {{sem convites}} no tal “Observador Político” me deparei com a seguinte cena:

{{{link url="http://www.observadorpolitico.org.br/" target="_blank"}Não acredite em mim{/link}}}

 

Aí fiquei pensando: “puxa vida esse logo aí me lembra algum jornal…” E logo concluí: “Que jornal o quê?! Isso aí é plágio da folha de São Paulo!!“. Duvida? Olha aí:

Sim, eu posso estar louco, mas as relações entre folha e FHC já foram mais longínquas. De qualquer modo o importante aqui é falar sobre o tal site do Instituto FHC.

O tal site se diz “independente” apesar de ser do tucano. E caso tenham vontade de visitar ele mais parece uma espécie de portal cheio de blogs outros com opiniões terceiras. Uma espécie de Portal Luis Nassif da direita ou algo que o valha.

A ideia me parece muito mais inteligente que o blog do seu muy amigo José Erra, que tem uma tendência a ser um blog para exaltar o ego do autor.

A iniciativa demonstra com clareza algo que já havia passado pela cabeça de muitos de nós. O PNBL está chegando  e uma multidão de novos usuários estão para ingressar no mundo cibernético, alguém precisa abraçá-los.

É mais ou menos o que diz um texto do Teia Livre:

Se atingir a meta, o PNBL abrirá as portas da internet para cerca de 32 milhões de novos cidadãos ao longo dos próximos três anos. É aí que começa minha preocupação. (…) Se não entendermos que a inclusão digital virá acompanhada da inclusão social corremos o risco de perder o bonde da história. (…)É natural que com o PNBL, Orkut, MSN, Twitter e Facebook ganhem milhões de novos usuários. Assim como o UOL e o G1, outros grandes portais terão seus acessos multiplicados em escala.

{{não acredite em mim – grifos de minha parte}}

Ao contrário de José Erra, o Instituto Fernando Henrique Cardoso também percebeu que não dá para ficar parado. Ao contrário de José Erra, o instituto mostra que cada vez mais a internet é o campo onde é preciso agregar e não liderar.

Neste sentido, quero chamar a atenção para nós que nos dizemos de esquerda e que a cada nova discussão voltamos ao jardim de infâncias para desmerecer opiniões contrárias. Não devemos fazer isso.

É preciso fortalecer cada vez mais ações como o Teia Livre e a Rede Liberdade, sob o risco de perdermos a nossa maior força, que é a capacidade de argumentação frente às invenções políticas dos grandes portais {{vide caso da Bolinha de Papel}}.

Estamos num momento crucial. Podemos e devemos divergir e discordar. Mas não podemos deixar de lado a racionalidade e a maturidade na hora das discussões, se é que queremos ter alguma força ainda em 2014.

Mas essa é só a opinião de um Caipira indigente.