Chegamos ao segundo turno das eleições mais malucas que já vivemos no Brasil {{ainda que com um resultado previsível. Se você quer entender porque isso não é contraditório, leia este post}}.

Segundo turno, como vocês devem imaginar, é aquele momento onde todo mundo precisa escolher entre Dois Projetos {{sim, é auto-jabá}}.

No caso das eleições de 2014, a escolha é clara: Um projeto desenvolvimentista, com foco no social x Projeto de Estado Mínimo com foco no crescimento do PIB.

Na Economia, conforme já explanado e demonstrado aqui temos um projeto petista cujo foco principal é o aumento real do salário mínimo e a manutenção do baixo desemprego enfrentando um projeto tucano cujo foco é o superávit primário e a redução da inflação, com os custos que isso trás.

Temos um embate entre um possível governo de centro-esquerda com um possível governo de centro-direita. E não adianta vir com papinho de não existe mais direita e esquerda, porque isso é falácia de quem não se assume de direita.

Sim, coleguinhas, é isso mesmo. Vamos abrir mão dos eufemismos por aqui e falar a real, sim ?

Os governos do PT, sobretudo o governo Dilma, foi responsável pela melhora e ascensão de muita gente desfavorecida no país. Foi Dilma quem incluiu 50 MILHÕES de pessoas no SUS, através do Mais Médicos. Foi Dilma quem aperfeiçoou o Bolsa Família e suas estatísticas. Foi Dilma a responsável direta pela quase ausência de fraudes no programa.

E se o governo Dilma avançou pouco em áreas como Cultura e Direitos Humanos, é graças a ela que ainda há diálogo com estes setores.

Do outro lado, do lado centro-direita da mesa, há Feliciano, Bolsonaro, Lobão e Pastor Everaldo. Se Dilma avançou pouco nos direitos humanos, o que será de um governo que conta com apoio de fundamentalistas do conservadorismo, como Aécio ?

{{ Crédito da foto: ladybugrock }}

 

Não há neutralidade possível para quem se diz de esquerda. Quando temos uma imprenÇa toda voltada a um dos candidatos, quando temos o mercado financeiro ao lado de um dos candidatos, não se pode ficar neutro. Não existe o neutro. O neutro é a manutenção do status quo.

– dirá o leitor mais sagaz e a leitora espertalhona – é natural que o presidente receba mais críticas do que os candidatos de oposiçao, afinal é vidraça.

Então vejamos o manchetômetro:

manchetometro

{{não acredite em mim – Manchetômetro}}

Para quem não sabe, as análises do Manchetômetro são sérias e com metodologia acadêmica. É feita pela UFRJ.

Se você acha que o mercado não está ao lado de um dos candidatos, veja esta notícia:

mercado

{{não acredite em mim – folha}}

Mercado é aquele deus adorado pelo neoliberalismo. Seu principal componente é a bolsa. Ela não produz, não gera emprego e vive de fofocas {{ou como gostam os jornais, especulação}}.

Quem se diz de esquerda não tem o direito de se colocar neutro nesta disputa. Votar em Dilma, tampouco significa dar carta branca a qualquer tipo de ação. É apenas o reconhecimento de que é o único caminho existente para quem prefere baixo desemprego ao superávit primário.

E é por isso que este blog não consegue respeitar o PSOL, que se auto-intitula esquerda coerente, ao mesmo tempo em que propõe voto nulo. O blog prefere chamar o PSOL de esquerda-mais-esquerda-que-você. Até essa notícia. Depois da manchete abaixo:

Untitled-1

{{não acredite em mim – Portal Terra}}

Depois dessa notícia eu chamo PSOL de esquerda envergonhada. Erundina, outrora expoente maior da esquerda paulistana, se colocou ao lado do projeto neoliberal de Marina Silva no primeiro turno. E pediu para que o PSB se colocasse neutro {{não acredite em mim – Valor Econômico}}

Não existe neutralidade. Ou você apoia o projeto de centro-esquerda, único possível no sistema político atual e, sobretudo, único possível neste segundo turno; ou você está se colocando ao lado do projeto neoliberal.

Não é preciso gostar de Dilma ou do PT para votar nela neste segundo turno. Basta ter clareza do que representa o outro lado.

É digna e respeitável a postura do comediante Gregório Duvivier em sua última coluna na folha:

Por essas e outras, poderia votar nulo -mas a militância de jipe e os comentaristas de portal não me dão essa opção. Se quem defende causas humanitárias e direitos civis é tachado de petista, não me resta outra opção senão aceitar essa pecha.

{{não acredite em mim – folha}}

Ficar em cima do muro já é assumir um lado.

Inscreva-se em nossa Newsletter

Inscreva-se em nossa Newsletter

Não perca nenhum conteúdo. Não se preocupe, seu e-mail não será repassado a ninguém.

Obrigado, sua inscrição foi feita!

Compartilhar

Compartilhe esse artigo!