A campanha vencedora das eleições municipais de São Paulo em 2016 não se contentou em ganhar o pleito. Depois de proibir fotos {{não acredite em mim – folha}}, ser investigado por sua conduta nas prévias do PSDB {{não acredite em mim – CBN}} e receber doações de 20 mil reais de empresa investigada pela Lava Jato {{não acredite em mim – Estadão}}, João Dória Jr, o não-político filiado ao PSDB e filho de um deputado cassado pela ditadura, agora prefeito, segue processando blogs e páginas que faziam piada com seu nome.

Donald Trump, por pior que pareça aos brasileiros, não chega perto de João Dória quando o assunto é sátira e bom-humor. Enquanto o republicano leva na boa piadas e aproveita-se delas para ganhar popularidade, o brasileiro João Dória faz isso:

{{não acredite em mim – JusBrasil}}

 

O processo é um dos que o, agora secretário municipal, Anderson Pomini {{cuja ficha corrida você lê aqui}} cuida. As páginas, é bom que se diga, já foram retiradas do ar, por conta de processo judicial {{não acredite em mim – CONJUR}}.

Mais interessante é pensar na quantidade de memes, páginas e acusações que não são derrubadas, quando o assunto é, por exemplo, Lula:

Ou quando o assunto é Dilma:

Não é de causar espanto, no entanto, que o partido que tentou emplacar uma lei que ficou para a posteridade como AI-5 Digital {{não acredite em mim – Carta Capital}}, queira agora processar páginas de humor e sátiras.

O problema é quando o humor e a realidade ficam muito próximas. Dória irá processar o “jornal” folha de São Paulo pela entrevista que sua esposa concedeu?

{{não acredite em mim – folha de São Paulo}}

 

Senso de humor é mesmo algo muito subjetivo nos tempos que correm…