A Reforma da Previdência proposta por Michel Temer foi alvo de protestos em todo o país. Milhares de pessoas aderiram à greve em prol da manutenção das regras atuais de aposentadoria. O imprenÇa esteve na avenida Paulista e pôde conferir os protestos. Secundaristas trancaram parcialmente a avenida 9 de julho e foram reprimidos por bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha. Ninguém foi preso ou ferido na ação.

{{Foto: Ricardo Stuckert}}

 

A reforma merece um artigo a parte, mas dá para dar uma resumida em alguns dos pontos trágicos que a compõe. A falta de diferenciação entre o trabalhador do campo e o trabalhador urbano é uma das coisas gravíssimas que Temer propõe. H A Constituição estabeleceu para os segurados especiais {{rurais}} tratamento distinto dos demais segurados. Segurado especial é aquele que trabalha com os membros de sua própria família em atividade indispensável para sua subsistência, e/ou em condições de mútua dependência e colaboração, sem utilização de empregados.

A contribuição do segurado especial é baseada quase exclusivamente na comercialização do seu produto. Com as novas regras o trabalhador rual terá de contribuir da mesma forma que o trabalhador urbano, embora as rendas não sejam sequer aproximadas. Com isso, na prática, os trabalhadores rurais {{que mais sofrem fisicamente com seu trabalho}} ficarão sem aposentadoria.

Homens e mulheres não terão diferenciação, embora Temer afirme que o lugar de mulher é cuidando da casa e fazendo supermercado. Além das coisas mais óbvias como o tempo de contribuição que será aumentado e a idade mínima para aposentadoria.

Por conta de tudo isso, neste 15 de março o país parou {{parcialmente, é verdade}}. Professores, motoristas de ônibus, metroviários além de dezenas de outras categorias cruzaram os braços e disseram não à proposta do presidente que não foi eleito para o cargo.

{{Foto: Autora / ImprenÇa}}

 

O ato não se moveu. A massa verde-amarela conseguiu mais essa mudança também. Os manifestantes ainda não se sentem a vontade com um ato parado, foi algo bastante perceptível na avenida Paulista.

Outro fato, digamos, curioso foi a presença de movimentos políticos de esquerda que normalmente se digladiam nas redes. PSOL e PSTU, PT e PCdoB, cada um num ponto da Paulista, mas todos dizendo a mesma coisa: essa reforma não dá.

{{Foto: Victor Amatucci / ImprenÇa}}

 

O ato se encerrou com as tradicionais falas políticas dos diversos representantes dos movimentos sociais e centrais sindicais. Lula encerrou o ato com uma fala curta:

Ao final do ato alguns secundaristas trancaram uma das vias da avenida 9 de julho e foram rapidamente reprimidos por balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Felizmente a ação policial não fez vítimas e ninguém foi detido.

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