O jornal “O Estado de São Paulo” tem apresentado uma certa dificuldade em lidar com o mundo. A função do jornal, em tese, é reportar o que está acontecendo no país, na cidade, no mundo. É claro que nem sempre aquilo que acontece no mundo é de agrado dos editores do jornal.

Como o Estadão resolveu o problema? Assim…

A matemática do Estadão para o pibinho de Temer parecer “retomada de crescimento”

 

Lembra quando o Estadão chamou o PIB do governo Dilma de “pibinho”? Se não lembrar, tudo bem, a gente retoma aqui:

{{não acredite em mim – Estadão}}

 

Vale retomar que, uma revisão nos dados da economia brasileira feita pelo IBGE melhorou o PIB do primeiro mandato de Dilma (2011 – 2014), com média anual de 2,34%, superior ao de Fernando Henrique Cardoso em seu segundo mandato (2,31). Como o IBGE considera apenas o primeiro número após a vírgula, a média de Dilma e FHC ficou empatada.

Para o Estadão, o resultado final do Produto Interno Bruto (PIB) de 2013 se tratava de um pibinho, pititiquinho, sem valor nenhum, titica de galinha, coisica de nada, pois registrou 2,5%. O jornal só não comentava que há 25 anos o padrão de crescimento do Brasil ficava ao redor de 2,3% {{não acredite em mim – folha}}.

Maaaaaaas parece que as coisas mudaram! E com o impeachment da presidenta, não apenas a corrupção no país se findou como o Estadão reinventou a matemática!!! Veja que coisa maravilhosa:

{{não acredite em mim – Estadão}}

 

A matéria afirma que a expectativa de alta para o PIB – e não mais pibinho – deste ano passou de 0,73% para 0,89%, no Relatório de Mercado Focus, divulgado na segunda-feira, 4. E em matérias veiculadas no jornal ao longo da última semana, o tom é OTIMISTA para 2018, ainda que o governo Dilma tenha registrado um pibinho maior que o pibão registrado pelo governo Temer, que não chegou a 1%. Aliás, tanto o primeiro governo Dilma como o segundo, que sofria os mais diversos ataques e foi interrompido em 2016, registraram PIB acima de 2%.

ImprenÇa conseguiu imagens exclusivas da redação do Estadão tentando fazer 0,89 ser mais que 2%:

Pesquisas eleitorais

 

Já quando o tema são as pesquisas eleitorais, o Estadão acredita na importância delas conforme a lua. Em lua cheia e pesquisa que aponta baixa popularidade do governo Dilma no pré-impeachment, Estadão acredita:

{{não acredite em mim – Estadão}}

 

Já em tempos onde as pesquisas apontam Lula como principal candidato à presidência e, claro, lua minguante para eles, Estadão muda de opinião:

{{não acredite em mim – Estadão}}

 

Entendeu?

 

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